Você já acorda de manhã um tanto quanto carrancuda, o celular desperta e a sua vontade de jogá-lo na parede é tanta que você sente sua mão subindo com o aparelho num movimento de arremesso... mas aí você lembra o quão suado foi para pagar a bagaça do celular e o quão importate ele é na sua vida e decide que ele merece viver por mais algum tempo, caso contrário, como você vai acordar amanhã?!
Não come praticamente nada no periodo da manhã, é tudo muito corrido, muito rapido, não dá tempo nem pra pensar direito.
Ônibus lotado. Gente falando alto quando você está tentando dormir mais um pouco para não parecer um zumbi quando sua chefe chegar e te pegar na internet, coisa que você não deveria estar fazendo em primeiro lugar.
Trabalho. Gente chata. Gente mesquinha. Gente que nem vale a pena comentar. A única alma do local que valia a pena pediu demissão por que já não aguentava mais aquela ditadura. E você permanece, por que você ainda precisa do dinheiro e parece que nenhum outro lugar quer ter você na sua equipe.
Mas tudo bem por que a hora passa ateé que rapido e antes que você perceba já deu a hora de ir pra casa. Bom, não pra casa, mas pelo menos de sair de lá.
Agora, faculdade. Uma faculdade da qual você não gosta e onde não tem amigos. Sim, você conhece pessoas por que, afinal de contas, são quatro anos estudando com elas mas, amigos mesmo, daqueles que você se importa a pont de mandar uma mensagem ou ligar quando não tem o que fazer, esses não... mas, você pensa, já está acabando, não tenho mais tanto tempo aqui, poderia aproveitar o que me resta, não? Não. A sua intenção até que é boa mas nada acontece, você se esforça pra prestar atenção na aula e pra se interessar pelo assunto mais bizarro que as pessoas do seu lado estão comentando... e mesmo assim você se sente perdida, como se ninguém ali soubesse da sua existência.
Ali não o tempo não passa tão rapido, mas passa. E daí já é hora de ir embora, toda uma viagem por que você tem que morar no fim do mundo. E, quando chega em casa, já é hora de dormir, você não se aguenta em pé mas faz força pra aguentar tomar um banho e cai na cama que você nem tinha arrumado quando saiu de casa pela manhã.
E, no meio disso tudo, um amigo ou outro te liga, te manda uma mensagem, te faz lembrar que o final de semana está quase aí e tudo vai melhorar... e esse discursso já acontece a tanto tempo que você começa a se perguntar quando é que isso vai realmente melhorar. Por que você já está chegando a um ponto onde ou as coisas mudam mesmo, ou você volta a pensar em coisas estupidas por que começa a se ver sem saída... sem ter pra onde correr ou onde se esconder.
Tudo anda tão perdido, tão fora de rumo, que você começa a achar que é isso... isso é o melhor que você consegue fazer e o mais longe que consegue chegar. E isso é tão terrivelmente assustador que talvez, só talvez, fosse melhor acabar com tudo isso. E esse não é um pensamento que te agrada, mas infelizmente ele parece te seguir pra todos os lugares.
E, no meio disso tudo, quando parece que lado negro da força te pegou mesmo, você recebe uma mensagem falando de algo absurdo que você não consegue evitar mas rir... ou uma ligação falando de uma festa ou reunião familiar que você não pode perder... e assim, você esquece um pouco dos problemas... e, por hora, eles parecem extremamente insignificantes perto daquelas pessaos tão amadas e queridas que te rodeiam.
O único problema é quando chega a noite. E você sabe que vai ter que fazer tudo aquilo de novo, e que tudo aquilo que você vai fazer de novo vai acabando com você, little by little, e você teme o dia em que a mensagem não chegue, ou que o telefonema não aconteça.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
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