"Tem que haver um motivo de um corpo morrer quando é vencido o prazo do espírito ficar encarnado."
(Violetas na Janela, pg 17)
Eu tinha um post imenso escrito, falando sobre as férias mais perfeitas que alguém poderia ter tido. Fui viajar, me encontrar pela primeira vez com pessoas tão importantes pra mim, e também rever pessoas que significam muito na minha vida. Fiquei em casa, curti minha familia um pouquinho, minha cidade... e quando voltei a vida ia voltar ao normal, trabalho, ônibus, correria, cinema, internet. Mas não.
Meu tio estava no bar, jogando cartas com uns amigos. Acabou o jogo ele se levantou e estava indo embora quando dois primos meus chegaram. Ele voltou. Ficaram um tempo ali, conversando, saiu uma discussão entre o meu tio e um outro sujeito. Ele pagou uma cerveja pro homem, ficou tudo certo, ele foi pra casa. Eu tinha acabado de sair da casa dele quando ele chegou. Alguns minutos depois, alguém chega no quintal e chama meu tio pelo nome. Ele sai, o sujeito do bar atira nele, no quintal da casa da minha tia, e sai correndo.
Todo mundo viu... meus tios vivem em uma fazenda, só minha familia e duas outras tias moram longe dali. Todos escutaram o tiro, meu priminho de 4 anos (neto do meu tio), viu o avô caido no chão coberto de sangue.
Tem que haver um motivo pra essas coisas acontecerem... mas isso não quer dizer que a gente entenda, ou supere. Não sei quando a minha familia vai se recompor, não sei como a minha tia vai continuar morando naquela casa e vendo o lugar onde seu marido morreu todos os dias. Não sei como meus primos vçao continuar. Não sei de nada a essa altura.
Meu tio não era santo, tinha seus erros como todas as outras pessoas no mundo, mas tinha uma familia, tinha um emprego decente, era honesto. Se pra mim é difícil aceitar, ou entender, isso tudo, eu imagino como vai ser para os filhos dele, pra minha tia...
Não existe muito o que falar para as pessoas que estão sofrendo nessas horas... mas eu agradeço, imensamente, a todos que estão do meu lado, a todos que me apoiam e que nunca me abandonam. Vai ser duro, mas eu sei que vai dar tudo certo no final.
"É natural que sofram. Seu desencarne foi rápido, não esperavam, você esrtava tão bem. Não deve se preocupar, o tempo se encarrega de suavizar todas as dores."
(Violetas na Janela, pg 22)
terça-feira, 3 de agosto de 2010
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Into the dark...
Eu quero ele perto, mas ao mesmo tempo não quero.
Eu o odeio, mas ainda amo.
Eu quero gritar, mas sei que não posso.
Quero correr e ainda não consigo.
Quero desaparecer, mas não ir embora.
Mas Deus ainda é bom e vai me dar um descanço semana que vem.
O que vier depois... veio.
Eu o odeio, mas ainda amo.
Eu quero gritar, mas sei que não posso.
Quero correr e ainda não consigo.
Quero desaparecer, mas não ir embora.
Mas Deus ainda é bom e vai me dar um descanço semana que vem.
O que vier depois... veio.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
You treat me badly, I love you madly...
É impressionante como algumas pessoas terão pra sempre um certo efeito sobre você. Não é uma coisa da qual a gente se orgulhe ou ache bonito, mas acontece. Ás vezes esses efeitos não são ruins... ás vezes as pessoas conseguem causar impressões e te moldar a ser alguém melhor, se não melhor pelo menos mais sensível a certos assuntos ou coisas do tipo. Mas ás vezes esse efeito não é tão bom, ás vezes você não pode fazer nada em relação àquele sentimento horrível que toma conta de você por causa de certas pessoas.
Lembra daquele meu último post? Não superei tudo da maneira como eu achava. Na verdade, acho que ainda estou bem longe disso.
Lembra daquele meu último post? Não superei tudo da maneira como eu achava. Na verdade, acho que ainda estou bem longe disso.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
I've been thinking that you don't know me anymore.
Meu mundo acontece às 04:00hrs da manhã.
Pra quem me conhece sabe que meu dia começa às 04 da manhã, que é quando eu levanto pra poder chegar a tempo no trabalho, e é esse o momento que eu tenho pra ver as pessoas na minha cidade, todas aquelas que pegam o ônibus para Santo Amaro às 04:20. Mas hoje foi diferente, primeiro por que eu me atrasei. Me atrasar não é uma coisa que aconteça com frequencia (uma vez que eu abro o salão onde eu trabalho, não é ideal que eu chegue atrasa, nem mesmo por alguns minutos). Mas hoje eu não só me atrasei como encontrei com uma pessoa do meu passado que a muito não via por aqui.
Eu tinha uma amiga no colégio, não era minha melhor amiga, mas éramos muito próximas. Então eu achava. Por que sim, na primeira ocasião, ela me passou a perna e deixou outra amiga minha, essa sim era das melhores (ou então eu achava), com tanta raiva da minha pessoa (que eu admito não tinha feito porra nenhuma pra merecer isso) que ela parou de falar comigo. Assim, do nada. E eu encontro hoje, às 04:30 da manhã, no ponto de ônibus, no frio desgraçado que faz de madrugada, esse individuo que fez uma das minhas melhores amigas se virar contra mim.
Um tempo atrás nós reparamos essa situação. Essa menina (que tem pelo menos uns 3 anos que parei de chamar de amiga) engravidou quando nós ainda estávamos no último ano do colégio e eu achei que essa era a hora, não de fazer as pazes, mas de acertar as contas, acabar com a mágoa que era tão grande dentro de mim. Não nos tornamos amigas de novo... nunca fomos amigas de verdade mesmo. Mas agora eu conseguia passar por ela na rua e não ficar pensando em maneiras de jogá-la na frente de um carro em movimento. Sim, eu tive pensamentos assim. Não sou uma pessoa legal?
Mas deixe eu explicar. Essa pessoa não metirou só uma amiga (sorte que eu tinha duas amigas muito importantes na minha vida e ela só conseguiu fazer a cabeça de uma delas, a outra está comigo até hoje), me tirou toda uma esfera de colegas e familias que eu adorava. E isso tudo em uma das piores fazes da minha vida, quando tudo estava indo por água a baixo. Tinha acabado de perder pessoas queridas, acabado de mudar de colégio, a vida em casa estava complicada... tudo acontecendo ao mesmo tempo.
E hoje, quando eu cheguei no ponto de ônibus e ela estava lá, com a irmã gravida, indo ao médico, ela veio falar comigo. Não que isso seja errado. A maneira como ela veio falar comigo é que foi estranha. Como se fossemos amigas. Como se todo esse tempo que se passou tivesse apagado tudo aquilo e nós pudessemos continuar de onde tinhamos parado, como se tivesse algo para se continuar ali.
O melhor de tudo isso é que eu percebi que ela estava certa. Já faz muito tempo que isso aconteceu e não existe mais rancor da minha parte. Não mesmo. Ainda tenho vontade ás vezes de ligar pra minha outra amiga (a que eu achei que era minha amiga mesmo) só pra dar um oi, perguntar da mãe dela, ver se está tudo bem? Dá. Muita vontade, na verdade, principalmente no dia do aniversário dela (que é o mesmo dia do aniversário do meu primo, então eu nunca esqueço). Mas isso ainda me encomoda? Não mais.
Falando com ela hoje de manhã, mesmo com sono, eu percebi que ela não mudou nada. Os trejeitos com as mãos, a maneira de falar, o sorrisinho no final da piadinah que ela nunca entende, é tudo igual. Ela é exatamente a mesma pessoa que ela era a quase cinco anos atrás. E eu posso dizer com todas as letras que eu não sou a mesma pessoa. Eu mudei muito, eu gosto de pensar que eu evolui muito também. Meus jeitos, meu falar, todos eles estão diferentes. Minha mente está completamente diferente da mente daquela menina que não sabia o que fazer com suas próprias amizades.
Até a conversa dela ainda era a mesma. Sabe aquelas pessoas que você sabe que amadureceu mas quando encontra alguém do passado se torna um bruto pé no saco por que parece que volta áquela fase do colégio? Então, ela é isso.
"Anda vendo o pessoal do colégio, Adara?"
"Não não. Não fico muito aqui na cidade. Um ou outro eu encontro ainda, mas é pouco. e vc?"
"Ai, eu ainda ando com as meninas (as 'meninas' aqui são as meninas que eram minhas amigas e viraram as costas pra mim). Lembra quando fulano ficou com ciclano?"
"Lembro... faz tempo né?"
"Nossa, eu lembro de tudo daquela época.. estava falando com..."
E assim foi durante todos os 10 minutos que nós ficamos no ponto esperando o ônibus. Ela falou de tudo aquilo que eu já sabia, e eu não conseguia jogar uma conversa nova na história, eu não consegui nem perguntar se o filho dela estava bem ou não. Ela queria falar do passado e eu, pelo menos, do presente.
Sabe quando você se sente superior? Hee, eu me senti assim. Não por eu não ficar falando de quem pegou quem no colégio. Eu adoro papinhos assim pra falar a verdade, a gente semrpe lembra de umas coisas zuadas demais nessas conversas. Mas eu percebi que o mundo dela ainda é esse, e o meu, graças ao bom senhor das séries de tv e do cinema, não é. E não é a muito tempo! Eu percebi que eu mudei, pra melhor espero, e que as pessoas ao meu redor, aquelas que importam, mudaram também. Mudamos todos e estamos conseguindo mudar e estarmos juntos ao mesmo tempo e isso, pra mim, é o mais importante.
Essa cidada... por mais que eu a ame, não é pra mim mais. Se eu não tinha certeza disso antes eu tenho agora. O que eu tive aqui foi muito bom, uma infância e adolescência maravilhosas. Mas está na hora de realmente cortar o cordão umbilical e ir caçar meu rumo nesse mundão de Deus.
Pra quem me conhece sabe que meu dia começa às 04 da manhã, que é quando eu levanto pra poder chegar a tempo no trabalho, e é esse o momento que eu tenho pra ver as pessoas na minha cidade, todas aquelas que pegam o ônibus para Santo Amaro às 04:20. Mas hoje foi diferente, primeiro por que eu me atrasei. Me atrasar não é uma coisa que aconteça com frequencia (uma vez que eu abro o salão onde eu trabalho, não é ideal que eu chegue atrasa, nem mesmo por alguns minutos). Mas hoje eu não só me atrasei como encontrei com uma pessoa do meu passado que a muito não via por aqui.
Eu tinha uma amiga no colégio, não era minha melhor amiga, mas éramos muito próximas. Então eu achava. Por que sim, na primeira ocasião, ela me passou a perna e deixou outra amiga minha, essa sim era das melhores (ou então eu achava), com tanta raiva da minha pessoa (que eu admito não tinha feito porra nenhuma pra merecer isso) que ela parou de falar comigo. Assim, do nada. E eu encontro hoje, às 04:30 da manhã, no ponto de ônibus, no frio desgraçado que faz de madrugada, esse individuo que fez uma das minhas melhores amigas se virar contra mim.
Um tempo atrás nós reparamos essa situação. Essa menina (que tem pelo menos uns 3 anos que parei de chamar de amiga) engravidou quando nós ainda estávamos no último ano do colégio e eu achei que essa era a hora, não de fazer as pazes, mas de acertar as contas, acabar com a mágoa que era tão grande dentro de mim. Não nos tornamos amigas de novo... nunca fomos amigas de verdade mesmo. Mas agora eu conseguia passar por ela na rua e não ficar pensando em maneiras de jogá-la na frente de um carro em movimento. Sim, eu tive pensamentos assim. Não sou uma pessoa legal?
Mas deixe eu explicar. Essa pessoa não metirou só uma amiga (sorte que eu tinha duas amigas muito importantes na minha vida e ela só conseguiu fazer a cabeça de uma delas, a outra está comigo até hoje), me tirou toda uma esfera de colegas e familias que eu adorava. E isso tudo em uma das piores fazes da minha vida, quando tudo estava indo por água a baixo. Tinha acabado de perder pessoas queridas, acabado de mudar de colégio, a vida em casa estava complicada... tudo acontecendo ao mesmo tempo.
E hoje, quando eu cheguei no ponto de ônibus e ela estava lá, com a irmã gravida, indo ao médico, ela veio falar comigo. Não que isso seja errado. A maneira como ela veio falar comigo é que foi estranha. Como se fossemos amigas. Como se todo esse tempo que se passou tivesse apagado tudo aquilo e nós pudessemos continuar de onde tinhamos parado, como se tivesse algo para se continuar ali.
O melhor de tudo isso é que eu percebi que ela estava certa. Já faz muito tempo que isso aconteceu e não existe mais rancor da minha parte. Não mesmo. Ainda tenho vontade ás vezes de ligar pra minha outra amiga (a que eu achei que era minha amiga mesmo) só pra dar um oi, perguntar da mãe dela, ver se está tudo bem? Dá. Muita vontade, na verdade, principalmente no dia do aniversário dela (que é o mesmo dia do aniversário do meu primo, então eu nunca esqueço). Mas isso ainda me encomoda? Não mais.
Falando com ela hoje de manhã, mesmo com sono, eu percebi que ela não mudou nada. Os trejeitos com as mãos, a maneira de falar, o sorrisinho no final da piadinah que ela nunca entende, é tudo igual. Ela é exatamente a mesma pessoa que ela era a quase cinco anos atrás. E eu posso dizer com todas as letras que eu não sou a mesma pessoa. Eu mudei muito, eu gosto de pensar que eu evolui muito também. Meus jeitos, meu falar, todos eles estão diferentes. Minha mente está completamente diferente da mente daquela menina que não sabia o que fazer com suas próprias amizades.
Até a conversa dela ainda era a mesma. Sabe aquelas pessoas que você sabe que amadureceu mas quando encontra alguém do passado se torna um bruto pé no saco por que parece que volta áquela fase do colégio? Então, ela é isso.
"Anda vendo o pessoal do colégio, Adara?"
"Não não. Não fico muito aqui na cidade. Um ou outro eu encontro ainda, mas é pouco. e vc?"
"Ai, eu ainda ando com as meninas (as 'meninas' aqui são as meninas que eram minhas amigas e viraram as costas pra mim). Lembra quando fulano ficou com ciclano?"
"Lembro... faz tempo né?"
"Nossa, eu lembro de tudo daquela época.. estava falando com..."
E assim foi durante todos os 10 minutos que nós ficamos no ponto esperando o ônibus. Ela falou de tudo aquilo que eu já sabia, e eu não conseguia jogar uma conversa nova na história, eu não consegui nem perguntar se o filho dela estava bem ou não. Ela queria falar do passado e eu, pelo menos, do presente.
Sabe quando você se sente superior? Hee, eu me senti assim. Não por eu não ficar falando de quem pegou quem no colégio. Eu adoro papinhos assim pra falar a verdade, a gente semrpe lembra de umas coisas zuadas demais nessas conversas. Mas eu percebi que o mundo dela ainda é esse, e o meu, graças ao bom senhor das séries de tv e do cinema, não é. E não é a muito tempo! Eu percebi que eu mudei, pra melhor espero, e que as pessoas ao meu redor, aquelas que importam, mudaram também. Mudamos todos e estamos conseguindo mudar e estarmos juntos ao mesmo tempo e isso, pra mim, é o mais importante.
Essa cidada... por mais que eu a ame, não é pra mim mais. Se eu não tinha certeza disso antes eu tenho agora. O que eu tive aqui foi muito bom, uma infância e adolescência maravilhosas. Mas está na hora de realmente cortar o cordão umbilical e ir caçar meu rumo nesse mundão de Deus.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Somewhere over the rainbow...
Minha vida, nos últimos dois meses, desabou. É como se tudo em que você acreditasse, tudo aquilo que te pregaram por mais de vinte anos desmoronasse. Cai tudo por terra, teorias de vida, de pessoas. E como você fica depois disso? Como você supera se ao mesmo tempo você se sente extremamente impotente para deixar as pessoas mais importantes na sua vida sabendo de tudo?
Esse é o meu dilema agora... quanto tempo de sofrimento é o bastante até você não aguentar mais e ceder? Quando esse ceder significa acabar com a fantasia de vida de mais pessoas? Até quando é certo guardar tudo dentro de si para não machucar as outras pessoas?
Eu não sei a resposta para nenhuma dessas perguntas, e isso só dificulta minha existência nesse momento.
Estou me sentindo em uma encruzilhada. Já sabia que esse seria um ano de decisões, fossem elas para o meu bem ou para o bem maior. Até dois meses atrás todas as decisões já tomadas estavam me deixando extremamente feliz... um prospecto de negócio com uma das pessoas mais maravilhosas que eu conheço... uma viagem quase que não planejada mas que faria o sacrifício do começo do ano valer a pena por que eu estaria indo na direção de amigos muito queridos... recentemente mais um projeto para levantarmos mais grana para o que agora faz parte do meu sonho também... estava tudo indo bem. Bem demais.
Aí chegam as descobertas desagradáveis. Os confrontos mais ridículos da minha vida, por que como que mesmo com provas alguém tem a cara de pau de olhar na sua cara e negar tudo o que você está dizendo?! Pois é... essas pessoas existem... e elas realmente são cara de pau e filhas da puta a esse ponto. De mexer com a sua cabeça, e agir como se nada tivesse acontecido.
A pior parte? Eu não sei odiar... digo que isso é a pior parte por que eu sinto falta. Talvez se eu odiasse eu não sentiria tanta falta das conversas e das risadas compartilhadas... e isso me faz mal. Muito mal.
E agora... agora eu preciso de rumo. Eu preciso seguir minha vida por que eu sinto que se eu continuar da maneira como está eu não sei até onde eu consigo levar.
Estou pensando em deixar meu emprego. É quase uma certeza já a essa altura da conversa, mas ainda estou com um pouco de medo disso. As coisas estão um tanto quanto complicadas mas eu acho que isso vai me libertar um pouco mais...
Também quero me mudar. Amo minha cidade, o colo da minha mãe, mas não dá mais. Meu tempo de ficar em casa já passou e eu preciso cuidar da minha vida sozinha... pelo menos por um tempo. Não sei como ainda, tenho que arranjar outro emprego antes de qualquer coisa, mas eu sinto que isso vai ser bom e que eu vou conseguir. Se eu tivesse alguém com quem dividir despesas e coisas do tipo seria mais prático, mas como essa possibilidade ainda é nula, eu vou tentar me achar sozinha mesmo por um tempo.
Quero voltar a estudar. Um ano parada é muito. Eu não sei o que fazer comigo mesma quando chego em casa e não tem nada passando na televisão ou não quero ver nenhum dos meus dvd's. Já descansei tudo que eu tinha pra descansar e agora eu quero voltar a mina meta inicial. Faculdade de cinema, here I come!!
Quero - não, não quero - vou dar continuidade aos planos já ensaiados do nosso futuro negócio. Mas pegar a coisa pra valer, começar a pensar em datas e números e tudo que for necessário pra começar e fazer a empreitada andar.
Quero ser feliz de novo. Quero parar de me sentir assim... como se eu estivesse presa num buraco e uma das pessoas que eu mais amo estivesse me deixando lá embaixo. Eu sinto que estou ficando louca, e esse louca não é bom. Não é aquele louca por séries, filmes e música. É aquele louca de ficar pensando em quanta merda a pessoa está fazendo a todo momento, em quantas pessoas ela está machucando com isso, em quantos milhões de pedacinhos vai ficar uma familia por causa dela.
Eu não sou forte. Queria ser, mas não sou. Sou fraca, sou filhinha de papai, não sei segurar uma barra dessas sem fazer merda ou pensar besteira. E é por isso que isso tem que acabar, o mais rápido possível. Por que eu tenho planos e sonhos e quero continuar tendo! Não quero que tudo isso acabe. Não quero pagar o preço do que outras pessoas estão fazendo.
Essa é a hora. Será que eu to pronta?
Esse é o meu dilema agora... quanto tempo de sofrimento é o bastante até você não aguentar mais e ceder? Quando esse ceder significa acabar com a fantasia de vida de mais pessoas? Até quando é certo guardar tudo dentro de si para não machucar as outras pessoas?
Eu não sei a resposta para nenhuma dessas perguntas, e isso só dificulta minha existência nesse momento.
Estou me sentindo em uma encruzilhada. Já sabia que esse seria um ano de decisões, fossem elas para o meu bem ou para o bem maior. Até dois meses atrás todas as decisões já tomadas estavam me deixando extremamente feliz... um prospecto de negócio com uma das pessoas mais maravilhosas que eu conheço... uma viagem quase que não planejada mas que faria o sacrifício do começo do ano valer a pena por que eu estaria indo na direção de amigos muito queridos... recentemente mais um projeto para levantarmos mais grana para o que agora faz parte do meu sonho também... estava tudo indo bem. Bem demais.
Aí chegam as descobertas desagradáveis. Os confrontos mais ridículos da minha vida, por que como que mesmo com provas alguém tem a cara de pau de olhar na sua cara e negar tudo o que você está dizendo?! Pois é... essas pessoas existem... e elas realmente são cara de pau e filhas da puta a esse ponto. De mexer com a sua cabeça, e agir como se nada tivesse acontecido.
A pior parte? Eu não sei odiar... digo que isso é a pior parte por que eu sinto falta. Talvez se eu odiasse eu não sentiria tanta falta das conversas e das risadas compartilhadas... e isso me faz mal. Muito mal.
E agora... agora eu preciso de rumo. Eu preciso seguir minha vida por que eu sinto que se eu continuar da maneira como está eu não sei até onde eu consigo levar.
Estou pensando em deixar meu emprego. É quase uma certeza já a essa altura da conversa, mas ainda estou com um pouco de medo disso. As coisas estão um tanto quanto complicadas mas eu acho que isso vai me libertar um pouco mais...
Também quero me mudar. Amo minha cidade, o colo da minha mãe, mas não dá mais. Meu tempo de ficar em casa já passou e eu preciso cuidar da minha vida sozinha... pelo menos por um tempo. Não sei como ainda, tenho que arranjar outro emprego antes de qualquer coisa, mas eu sinto que isso vai ser bom e que eu vou conseguir. Se eu tivesse alguém com quem dividir despesas e coisas do tipo seria mais prático, mas como essa possibilidade ainda é nula, eu vou tentar me achar sozinha mesmo por um tempo.
Quero voltar a estudar. Um ano parada é muito. Eu não sei o que fazer comigo mesma quando chego em casa e não tem nada passando na televisão ou não quero ver nenhum dos meus dvd's. Já descansei tudo que eu tinha pra descansar e agora eu quero voltar a mina meta inicial. Faculdade de cinema, here I come!!
Quero - não, não quero - vou dar continuidade aos planos já ensaiados do nosso futuro negócio. Mas pegar a coisa pra valer, começar a pensar em datas e números e tudo que for necessário pra começar e fazer a empreitada andar.
Quero ser feliz de novo. Quero parar de me sentir assim... como se eu estivesse presa num buraco e uma das pessoas que eu mais amo estivesse me deixando lá embaixo. Eu sinto que estou ficando louca, e esse louca não é bom. Não é aquele louca por séries, filmes e música. É aquele louca de ficar pensando em quanta merda a pessoa está fazendo a todo momento, em quantas pessoas ela está machucando com isso, em quantos milhões de pedacinhos vai ficar uma familia por causa dela.
Eu não sou forte. Queria ser, mas não sou. Sou fraca, sou filhinha de papai, não sei segurar uma barra dessas sem fazer merda ou pensar besteira. E é por isso que isso tem que acabar, o mais rápido possível. Por que eu tenho planos e sonhos e quero continuar tendo! Não quero que tudo isso acabe. Não quero pagar o preço do que outras pessoas estão fazendo.
Essa é a hora. Será que eu to pronta?
quarta-feira, 14 de abril de 2010
You say goodbye, and I say hello...
Bom... eu nunca fui uma pessoa boa com planos. Planos de viagens, planos de estudos, planos de qualquer coisa. Nunca consegui segui-los, pra falar a verdade. Muitas regras. Eu não me dou tão bem assim com regras como parece. Eu até sigo algumas, aquelas que a gente não pode fugir, mas as que eu posso, eu fujo.
E essa minha falta de planejamento e de seguir planos feitos talvez por outras pessoas para o meu próprio bem, já deu o que tinha que dar.
Já mandei chances belissimas para o inferno com essa maldita comodidade que acompanha minha vida desde que me entendo por gente. Se tivesse me esforçado um pouquinho mais eu teria entrado na tão sonhada Universidade de Jornalismo. 2 pontos atrás e a lista de espera não chegou até onde eu estava colocada. Azar, alguns diriam. Preguiça de pensar é que a verdade.
Mas, agora, com seus 21 anos de idade e um diploma nas costas, está na hora de deixar essas coisas pra trás e focar no agora... focar em metas que estão sendo colocadas a minha frente, focar em sonhos que nem eu mesma sabia que tinha.
Alguns sonhos ainda são antigos e eu ainda estou tentando realizá-los... aos poucos, com calma, sem desespero; outros estão surgindo quase que por osmose, por que aquela ideia parece muito boa pra se deixar passar e se der certo, pode ser uma das coisas mais incriveis ever.
Esse ano vai ser diferente... tem que ser diferente desses outros que passaram e não agregaram muita coisa. Claro, a gente sempre aprende algo ou conhece pessoas que fazem valer a pena, mas realizações... coisas com as quais você pode olhar pra trás e dizer "Wow, eu fiz isso; eu ajudei a fazer isso; eu estava ali quando fizeram isso;" isso não é tão fácil de conseguir.
E quanto mais você deixa passar... quanto mais você deixa de lado e pensa na próxima oportunidade, mais fácil fica fingir que essa não era pra você; se você nunca tenta você não falha. E, as vezes, o medo de falhar é tanto que você vai se podando aos poucos e fingindo que é pro seu próprio bem.
Então fiquei feliz em constatar hoje, num insight lindo no meio do expediente de trabalho, que, pelo menos a minha hora de me podar, passou. O meu medo de falhar, de não ser boa o bastante para aquilo que eu mais quero fazer na vida, não sumiu. Mas a minha vontade de ir pra frente, de tomar essa nova empreitada (e fazer dar certo!) com uma das pessoas com quem eu mais posso contar nos últimos tempos, não dá pra deixar pra trás. Não dá pra deixar passar.
Como o medo não sumiu, e eu tenho quase certeza que não vai sumir nunca, a gente respira fundo, reza uns dois Rosários pra dar proteção, e mete as caras.
"And if we go down in two years? It'll be the best two years of our lives."
E essa minha falta de planejamento e de seguir planos feitos talvez por outras pessoas para o meu próprio bem, já deu o que tinha que dar.
Já mandei chances belissimas para o inferno com essa maldita comodidade que acompanha minha vida desde que me entendo por gente. Se tivesse me esforçado um pouquinho mais eu teria entrado na tão sonhada Universidade de Jornalismo. 2 pontos atrás e a lista de espera não chegou até onde eu estava colocada. Azar, alguns diriam. Preguiça de pensar é que a verdade.
Mas, agora, com seus 21 anos de idade e um diploma nas costas, está na hora de deixar essas coisas pra trás e focar no agora... focar em metas que estão sendo colocadas a minha frente, focar em sonhos que nem eu mesma sabia que tinha.
Alguns sonhos ainda são antigos e eu ainda estou tentando realizá-los... aos poucos, com calma, sem desespero; outros estão surgindo quase que por osmose, por que aquela ideia parece muito boa pra se deixar passar e se der certo, pode ser uma das coisas mais incriveis ever.
Esse ano vai ser diferente... tem que ser diferente desses outros que passaram e não agregaram muita coisa. Claro, a gente sempre aprende algo ou conhece pessoas que fazem valer a pena, mas realizações... coisas com as quais você pode olhar pra trás e dizer "Wow, eu fiz isso; eu ajudei a fazer isso; eu estava ali quando fizeram isso;" isso não é tão fácil de conseguir.
E quanto mais você deixa passar... quanto mais você deixa de lado e pensa na próxima oportunidade, mais fácil fica fingir que essa não era pra você; se você nunca tenta você não falha. E, as vezes, o medo de falhar é tanto que você vai se podando aos poucos e fingindo que é pro seu próprio bem.
Então fiquei feliz em constatar hoje, num insight lindo no meio do expediente de trabalho, que, pelo menos a minha hora de me podar, passou. O meu medo de falhar, de não ser boa o bastante para aquilo que eu mais quero fazer na vida, não sumiu. Mas a minha vontade de ir pra frente, de tomar essa nova empreitada (e fazer dar certo!) com uma das pessoas com quem eu mais posso contar nos últimos tempos, não dá pra deixar pra trás. Não dá pra deixar passar.
Como o medo não sumiu, e eu tenho quase certeza que não vai sumir nunca, a gente respira fundo, reza uns dois Rosários pra dar proteção, e mete as caras.
"And if we go down in two years? It'll be the best two years of our lives."
segunda-feira, 8 de março de 2010
I see your true colors shining through
Assistir ao Oscar, pra mim, é tradição desde os meus 10 anos de idade. Meu pai e eu fazemos as nossas previsões (tudo anotadinho para conferirmos no final da noite quem acertou mais), comemos pipoca e nos irritamos, na maioria das vezes, com as escolhas da Academia.
Ontem não poderia ser diferente. Esse ano eu consegui assistir a maioria dos filmes indicados ao prêmio master, como eram dez indicados ainda não consegui assistir a todos, mas eu tinha uma boa noção do que acontecia em todos eles. Entre os favoritos estavam Gerra Ao Terror, da Kathryn Bigelow (diretora que eu admiro desde que eu assisti Estranhos Prazeres a algum tempo atras); e Avatar, o grandioso filme de James Cameron. Vale sempre lembrar que Kathryn e James já foram casados. Acho esse fato extremamente engraçado.
Praticamente todo o mundo estava apostando em Avatar. Claro, ele é o filme mais rentável da história; uma tecnologia inovadora (ainda digo que Peter Jackson começou tudo isso com O Senhor dos Anéis então, pra mim, não conta como tão inovadora assim); e vários outros adjetivos estavam sendo agregados ao filme em relação a estética e a fotografia do mesmo que, não podemos negar, são maravilhosos. Mas, se formos tratar de história, a trama de Avatar não é lá tão gradiosa quando se espera.
Não estou dizendo que a história de um esquadrão militar no Iraque seja inovadora a essa altura das nossas vidas, mas admitir que Guerra Ao Terror tem mais coração, que ele te empurra para ação de uma maneira continua e necessária para história não é dificil.
Com uma diferença monstruosa de orçamento, e arrecadamento, a Academia resolveu sair de seus padrões normais, aquele prevísivel, e premiar Guerra Ao Terror com o prêmio máximo. Assim como sua diretora.
E, na minha opnião, esse foi o maior momento da noite. Sim, ver Sandra Bullock finalmente sendo reconhecida pela Academia foi algo lindo e especial, uma atriz como ela é dificil de se achar hoje em dia e sem dúvida foi um dos prêmios mais merecidos da noite (assim como a melhor atriz coadjuvante Mo'nique). Mas não tem como negar o quão épico foi assistir a premiação e escutar o nome de Kathryn Bigelow sendo chamado por ninguém menos que Barbra Straisand para receber sua estatueta de Melhor Diretora. Isso não tem. Por que foi mesmo épico.
Bigelow é a primeira mulher a ganhar o Oscar de melhor diretora e tem que se admitir que o prêmio é imensamente merecido. Para alguém que almeja pelo menos chegar próximo de onde Kathryn está no futuro, tenho que admitir que chorei. Chorei por que ela estava emocionada e quase não podia acreditar no que estava acontecendo. Chorei por que esse é um marco para as mulheres que assumem o cargo de diretora numa industria que até hoje é dominada por homens. Chorei por alguém que foi contra a maré e sempre dirigiu filmes diferentes, não foi pela rota mais facil e comoda que seria dirigir filmes romanticos "para mulheres". Chorei por que, por mais que estivesse sentadinha no meu sofá a quase duas da manhã, sem poder comemorar da maneira como eu gostaria (gritando), eu fiz parte dessa história.
A cerimônia de ontem foi uma das melhores cerimônias que eu consigo me lembrar no Oscar. A Academia nos surpreendeu algumas vezes durante a noite, dando o prêmio de roteiro adaptado para Geoffrey Fletcher pelo roteiro de Preciosa; melhor documentário para The Cove; melhor filme estrangeiro para O Segredo dos Seus Olhos (quando todos tinham certeza plena de que A Fita Branca iria ganhar).
Uma das tristezas da noite, pelo menos para mim, é por Quentin Tarantino não ter levado nada. Bastardos Inglorios é com certeza seu melhor trabalho depois de Pulp Fiction (por mais que eu ame Kill Bill) e merecia ser reconhecido.
Minha última experiência com o Oscar foi boa. Mais que boa, maravilhosa. Fazia tempos que não me sentia assim depois de uma premiação, tão maravilhada e feliz pelos vencedores.
E não consigo deixar de falar, VIVA KATHRYN BIGELOW! A primeira mulher a ganhar o Oscar de melhor direção. A mulher que, sem dúvida alguma, acaba de abrir caminho para muitas outras (e eu me incluo nessas mulheres sem dúvida alguma)!
Ontem não poderia ser diferente. Esse ano eu consegui assistir a maioria dos filmes indicados ao prêmio master, como eram dez indicados ainda não consegui assistir a todos, mas eu tinha uma boa noção do que acontecia em todos eles. Entre os favoritos estavam Gerra Ao Terror, da Kathryn Bigelow (diretora que eu admiro desde que eu assisti Estranhos Prazeres a algum tempo atras); e Avatar, o grandioso filme de James Cameron. Vale sempre lembrar que Kathryn e James já foram casados. Acho esse fato extremamente engraçado.
Praticamente todo o mundo estava apostando em Avatar. Claro, ele é o filme mais rentável da história; uma tecnologia inovadora (ainda digo que Peter Jackson começou tudo isso com O Senhor dos Anéis então, pra mim, não conta como tão inovadora assim); e vários outros adjetivos estavam sendo agregados ao filme em relação a estética e a fotografia do mesmo que, não podemos negar, são maravilhosos. Mas, se formos tratar de história, a trama de Avatar não é lá tão gradiosa quando se espera.
Não estou dizendo que a história de um esquadrão militar no Iraque seja inovadora a essa altura das nossas vidas, mas admitir que Guerra Ao Terror tem mais coração, que ele te empurra para ação de uma maneira continua e necessária para história não é dificil.
Com uma diferença monstruosa de orçamento, e arrecadamento, a Academia resolveu sair de seus padrões normais, aquele prevísivel, e premiar Guerra Ao Terror com o prêmio máximo. Assim como sua diretora.
E, na minha opnião, esse foi o maior momento da noite. Sim, ver Sandra Bullock finalmente sendo reconhecida pela Academia foi algo lindo e especial, uma atriz como ela é dificil de se achar hoje em dia e sem dúvida foi um dos prêmios mais merecidos da noite (assim como a melhor atriz coadjuvante Mo'nique). Mas não tem como negar o quão épico foi assistir a premiação e escutar o nome de Kathryn Bigelow sendo chamado por ninguém menos que Barbra Straisand para receber sua estatueta de Melhor Diretora. Isso não tem. Por que foi mesmo épico.
Bigelow é a primeira mulher a ganhar o Oscar de melhor diretora e tem que se admitir que o prêmio é imensamente merecido. Para alguém que almeja pelo menos chegar próximo de onde Kathryn está no futuro, tenho que admitir que chorei. Chorei por que ela estava emocionada e quase não podia acreditar no que estava acontecendo. Chorei por que esse é um marco para as mulheres que assumem o cargo de diretora numa industria que até hoje é dominada por homens. Chorei por alguém que foi contra a maré e sempre dirigiu filmes diferentes, não foi pela rota mais facil e comoda que seria dirigir filmes romanticos "para mulheres". Chorei por que, por mais que estivesse sentadinha no meu sofá a quase duas da manhã, sem poder comemorar da maneira como eu gostaria (gritando), eu fiz parte dessa história.
A cerimônia de ontem foi uma das melhores cerimônias que eu consigo me lembrar no Oscar. A Academia nos surpreendeu algumas vezes durante a noite, dando o prêmio de roteiro adaptado para Geoffrey Fletcher pelo roteiro de Preciosa; melhor documentário para The Cove; melhor filme estrangeiro para O Segredo dos Seus Olhos (quando todos tinham certeza plena de que A Fita Branca iria ganhar).
Uma das tristezas da noite, pelo menos para mim, é por Quentin Tarantino não ter levado nada. Bastardos Inglorios é com certeza seu melhor trabalho depois de Pulp Fiction (por mais que eu ame Kill Bill) e merecia ser reconhecido.
Minha última experiência com o Oscar foi boa. Mais que boa, maravilhosa. Fazia tempos que não me sentia assim depois de uma premiação, tão maravilhada e feliz pelos vencedores.
E não consigo deixar de falar, VIVA KATHRYN BIGELOW! A primeira mulher a ganhar o Oscar de melhor direção. A mulher que, sem dúvida alguma, acaba de abrir caminho para muitas outras (e eu me incluo nessas mulheres sem dúvida alguma)!
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Whatever happened, happened.
Sabe do que eu tenho medo?
Das possibilidades.
Da possibilidade de todo mundo estar certo e você errada. De que o que você vem pensando que é o que você quer na verdade não é. De tudo o que te dizem por aí. De ver quem importa triste por algo que você poderia ter evitado. De tentar arrumar aquilo que não pode se arrumar.
Sabe o que me dá mais medo ainda?
A vida.
Dar vida. Perder vida. Conseguir vida. Perder vida mais uma vez.
Sabe como eu tento perder o medo?
Sonhando.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
E então fomos surpreendidos novamente.
Tem momentos em que você pensa que tudo é perfeito.
Para alguns é quando você encontra alguém especial para passar o resto da vida juntos. Para outros é o simples fato de estar contente, seja sozinho, separado, meio solitário ou rodeado de pessoas.
Eu gosto de pensar que vários momentos podem ser considerados perfeitos dentro de suas possibilidades.
Ontem, por exemplo, foi uma sequência de momentos perfeitos.
Primeiro, saí do serviço cedo, cheguei na minha querida cidade ainda dia, com o sol a pino, e um calor fora do normal. Muito quente pra ficar dentro de casa, liguei para uma amiga e fomos, eu, ela e o irmão mais novo dela, tomar sorvete. Assim, muito sorvete. E nem foi estranho o fato que eu e o João (o irmão) tomamos sorvete e ela ficou só na água (dieta)... estavamos ali, conversando, fazendo possíveis planos para o carnaval, e aproveitando uma tarde de verão.
Por volta de oito da noite fui pra casa. Janta praticamente pronta, mas ainda ajudei na preparação da salada. Eu, minha irmã e minha mãe jantamos juntas, conversamos um pouco e deitamos as três na cama da minha mãe... por mais que a progrmação escolhida não fosse das melhores (culpo minha irmã em 100% pelo fato d'eu assistir Big Brother ocasionalmente), estavamos as três ali, deitadas, aproveitando um dos únicos momentos calmos que temos durante o dia.
Depois... depois. Muita gente não entende, ás vezes nem a gente mesmo entende, mas é divertido demais. É divertido demais ficar acordada até mais tarde esperando uma série sair enquanto nos falamos. É divertido demais especular sobre a série e sobre várias outras coisas. É divertido demais saber que tem gente igual a você no mundo, por mais que estejam um tanto quanto longe no momento. É simplesmente divertido.
E não importa se você acaba não dormindo por causa da série... é uma vez só na semana e você sabe que não vai acontecer sempre, mas começo de temporada é sempre muito importante então você releva. Pelo menos dessa vez.
O melhor é saber que, pela série, você até poderia ter ido dormir... mas deixar de fazer a vigília? Deixar de conversar um pouco mais com as outras loucas que fazem parte da sua vida? Qual a graça nisso?
Existem momentos que nos fazem acreditar que a vida pode ser muito boa. Quase perfeita. Faltando muito pouco pra perfeição que você tanto quer. Em dias como ontem você acredita que pode quase tocar a perfeição.
E, mesmo sem dormir, mesmo sem entender muita coisa que vem acontecendo na sua vida, mesmo sem perceber que já é adulta (não se passa uma noite sem dormir por causa de uma série de tv quando se é adulta, não?), mesmo com tudo isso, você espera que o dia que inicia seja tão cheio de possibilidades de perfeição como foi o anterior.
Depois de algum tempo você percebe que, enquanto essas pessoas estiverem na sua vida, possibilidades de perfeição estaram sempre a sua espera.
Para alguns é quando você encontra alguém especial para passar o resto da vida juntos. Para outros é o simples fato de estar contente, seja sozinho, separado, meio solitário ou rodeado de pessoas.
Eu gosto de pensar que vários momentos podem ser considerados perfeitos dentro de suas possibilidades.
Ontem, por exemplo, foi uma sequência de momentos perfeitos.
Primeiro, saí do serviço cedo, cheguei na minha querida cidade ainda dia, com o sol a pino, e um calor fora do normal. Muito quente pra ficar dentro de casa, liguei para uma amiga e fomos, eu, ela e o irmão mais novo dela, tomar sorvete. Assim, muito sorvete. E nem foi estranho o fato que eu e o João (o irmão) tomamos sorvete e ela ficou só na água (dieta)... estavamos ali, conversando, fazendo possíveis planos para o carnaval, e aproveitando uma tarde de verão.
Por volta de oito da noite fui pra casa. Janta praticamente pronta, mas ainda ajudei na preparação da salada. Eu, minha irmã e minha mãe jantamos juntas, conversamos um pouco e deitamos as três na cama da minha mãe... por mais que a progrmação escolhida não fosse das melhores (culpo minha irmã em 100% pelo fato d'eu assistir Big Brother ocasionalmente), estavamos as três ali, deitadas, aproveitando um dos únicos momentos calmos que temos durante o dia.
Depois... depois. Muita gente não entende, ás vezes nem a gente mesmo entende, mas é divertido demais. É divertido demais ficar acordada até mais tarde esperando uma série sair enquanto nos falamos. É divertido demais especular sobre a série e sobre várias outras coisas. É divertido demais saber que tem gente igual a você no mundo, por mais que estejam um tanto quanto longe no momento. É simplesmente divertido.
E não importa se você acaba não dormindo por causa da série... é uma vez só na semana e você sabe que não vai acontecer sempre, mas começo de temporada é sempre muito importante então você releva. Pelo menos dessa vez.
O melhor é saber que, pela série, você até poderia ter ido dormir... mas deixar de fazer a vigília? Deixar de conversar um pouco mais com as outras loucas que fazem parte da sua vida? Qual a graça nisso?
Existem momentos que nos fazem acreditar que a vida pode ser muito boa. Quase perfeita. Faltando muito pouco pra perfeição que você tanto quer. Em dias como ontem você acredita que pode quase tocar a perfeição.
E, mesmo sem dormir, mesmo sem entender muita coisa que vem acontecendo na sua vida, mesmo sem perceber que já é adulta (não se passa uma noite sem dormir por causa de uma série de tv quando se é adulta, não?), mesmo com tudo isso, você espera que o dia que inicia seja tão cheio de possibilidades de perfeição como foi o anterior.
Depois de algum tempo você percebe que, enquanto essas pessoas estiverem na sua vida, possibilidades de perfeição estaram sempre a sua espera.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Only man I ever think of with regret...
Um daqueles dias... um daqueles dias que você preferia não ter acordado... um daqueles dias que o simples fato do seu cadarço desamarrar e você perceber que o mesmo se molhou na poça de água que formou na rua depois da chuva de ontem faz seus olhos encherem de lágrimas... um daqueles dias que você liga em casa só pra poder escutar a voz da sua mãe... um daqueles dias que todo mundo parece querer pegar no seu pé por motivos que nem eles mesmos conhecem... um daqueles dias.
Um dia daqueles... um dia daqueles onde o universo resolve que não gosta de você e vai sim fazer tudo que estiver no seu poder para te destruir... um dia daqueles onde tudo começa dando errado e você sabe, é claro que sabe, que tudo vai continuar dando errado até chegar a hora de dormir - e as vezes até nisso as coisas conseguem dar errado... um dia daqueles em que não importa a intenção, ninguém vai te entender e você não vai entender ninguém... um dia daqueles.
Um daqueles dias... um daqueles dias onde você só necessita de um ombro amigo, unzinho que esteja disposto a te escutar... um daqueles dias em que com um olhar um pouquinho mais longo faz você imaginar casamentos e verões na praia... um daqueles dias em que você sisma em ver filmes românticos e finge que não quer nada daquilo... um daqueles dias.
Um dia daqueles... um dia daqueles que você liga e ninguém aparece... um dia daqueles em que mesmo entre várias pessoas ainda consegue se sentir extremamente sozinha... um dia daqueles onde um 'Eu te amo' valeria pela sua vida inteira... um dia daqueles.
Um daqueles dias onde tudo que você queria era alguém pra amar. Um dia daqueles onde você finalmente admite que quer ser amada.
Although he may not be the man some
girls think of as handsome,
To my heart he carris the key...
Won't you tell him please to put on some speed
Follow my lead, oh, how I need
Someone to watch over me.
Ella Fitzgerald, Someone To Watch Over Me.
Um dia daqueles... um dia daqueles onde o universo resolve que não gosta de você e vai sim fazer tudo que estiver no seu poder para te destruir... um dia daqueles onde tudo começa dando errado e você sabe, é claro que sabe, que tudo vai continuar dando errado até chegar a hora de dormir - e as vezes até nisso as coisas conseguem dar errado... um dia daqueles em que não importa a intenção, ninguém vai te entender e você não vai entender ninguém... um dia daqueles.
Um daqueles dias... um daqueles dias onde você só necessita de um ombro amigo, unzinho que esteja disposto a te escutar... um daqueles dias em que com um olhar um pouquinho mais longo faz você imaginar casamentos e verões na praia... um daqueles dias em que você sisma em ver filmes românticos e finge que não quer nada daquilo... um daqueles dias.
Um dia daqueles... um dia daqueles que você liga e ninguém aparece... um dia daqueles em que mesmo entre várias pessoas ainda consegue se sentir extremamente sozinha... um dia daqueles onde um 'Eu te amo' valeria pela sua vida inteira... um dia daqueles.
Um daqueles dias onde tudo que você queria era alguém pra amar. Um dia daqueles onde você finalmente admite que quer ser amada.
Although he may not be the man some
girls think of as handsome,
To my heart he carris the key...
Won't you tell him please to put on some speed
Follow my lead, oh, how I need
Someone to watch over me.
Ella Fitzgerald, Someone To Watch Over Me.
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