Bom... eu nunca fui uma pessoa boa com planos. Planos de viagens, planos de estudos, planos de qualquer coisa. Nunca consegui segui-los, pra falar a verdade. Muitas regras. Eu não me dou tão bem assim com regras como parece. Eu até sigo algumas, aquelas que a gente não pode fugir, mas as que eu posso, eu fujo.
E essa minha falta de planejamento e de seguir planos feitos talvez por outras pessoas para o meu próprio bem, já deu o que tinha que dar.
Já mandei chances belissimas para o inferno com essa maldita comodidade que acompanha minha vida desde que me entendo por gente. Se tivesse me esforçado um pouquinho mais eu teria entrado na tão sonhada Universidade de Jornalismo. 2 pontos atrás e a lista de espera não chegou até onde eu estava colocada. Azar, alguns diriam. Preguiça de pensar é que a verdade.
Mas, agora, com seus 21 anos de idade e um diploma nas costas, está na hora de deixar essas coisas pra trás e focar no agora... focar em metas que estão sendo colocadas a minha frente, focar em sonhos que nem eu mesma sabia que tinha.
Alguns sonhos ainda são antigos e eu ainda estou tentando realizá-los... aos poucos, com calma, sem desespero; outros estão surgindo quase que por osmose, por que aquela ideia parece muito boa pra se deixar passar e se der certo, pode ser uma das coisas mais incriveis ever.
Esse ano vai ser diferente... tem que ser diferente desses outros que passaram e não agregaram muita coisa. Claro, a gente sempre aprende algo ou conhece pessoas que fazem valer a pena, mas realizações... coisas com as quais você pode olhar pra trás e dizer "Wow, eu fiz isso; eu ajudei a fazer isso; eu estava ali quando fizeram isso;" isso não é tão fácil de conseguir.
E quanto mais você deixa passar... quanto mais você deixa de lado e pensa na próxima oportunidade, mais fácil fica fingir que essa não era pra você; se você nunca tenta você não falha. E, as vezes, o medo de falhar é tanto que você vai se podando aos poucos e fingindo que é pro seu próprio bem.
Então fiquei feliz em constatar hoje, num insight lindo no meio do expediente de trabalho, que, pelo menos a minha hora de me podar, passou. O meu medo de falhar, de não ser boa o bastante para aquilo que eu mais quero fazer na vida, não sumiu. Mas a minha vontade de ir pra frente, de tomar essa nova empreitada (e fazer dar certo!) com uma das pessoas com quem eu mais posso contar nos últimos tempos, não dá pra deixar pra trás. Não dá pra deixar passar.
Como o medo não sumiu, e eu tenho quase certeza que não vai sumir nunca, a gente respira fundo, reza uns dois Rosários pra dar proteção, e mete as caras.
"And if we go down in two years? It'll be the best two years of our lives."
quarta-feira, 14 de abril de 2010
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