Eu tenho um sério problema. Sou praticamente formada em auto-sabotagem.
Se tem uma coisa que eu consigo fazer com destreza maior do mundo é sabotar praticamente todo e qualquer relacionamento que eu tenho. Sejam eles amigos ou relacionamentos amorosos. Melhor que isso sempre surge do nada na minha vida... não é nem necessário eu estar em crise com um amigo ou não estar tão afim do cara, geralmente acontece quando está tudo bem e eu começo a encher minha cabeça de teorias improváveis e bizarras e daí a coisa começa a desandar.
Nunca admiti isso pra ninguém. Uma amiga minha, antiga e que não vai embora por nada que eu faça ou deixe de fazer, uma vez me falou isso... que eu tinha uma mania absurda de fuder com tudo, ou quase tudo, que eu tinha de bom na vida por besteira. Na hora eu fingi que era mentira, fiz a egipícia e ficou tudo por isso mesmo. Mas, se for pra ser honesta comigo mesma (e eu estou tentando ser mais honesta comigo e com aqueles que me rodeiam a partir de agora), na real eu faço isso mesmo. Não sei por que... É quase como se eu não tivesse controle sobre isso.
Mas, por que eu resolvi falar disso agora? Por que eu estou passando por um momento eu acho que decisivo na minha vida. Muitas mudanças, pessoas seguindo seus caminhos sem levar em conta a nossa amizade, outras se mostrando extremamente preocupadas comigo e eu acabo por deixar as mesmas na merda. It sucks.
Eu já passei por muita coisa nesse meu pouco tempo de vida... E essas coisas (principalmente as trágicas), me moldaram para o que eu sou agora. E, mais uma vez saindo da premissa da honestidade comigo mesma, eu sou muito mais fraca pra aguentar isso tudo do que eu esperava ser a essa altura do campeonato.
Não digo isso por que espero a simpatia das pessoas, até por que consigo contar no dedo a quantidade de pessoas que lêem isso aqui, mas por que eu precisava admitir isso pra mim mesma. É complicado ver o mundo todo mudando e evoluindo a sua volta e você ser muito medrosa para ir atrás daquilo que você quer, ou da pessoa que você quer. É quase ridículo ter medo das coisas que você não conhece e usar esse medo para te paralisar quando você já tem quase 23 anos e está mais do que na hora de criar vergonha na cara e construir alguma coisa pra você, por você. Chega a beira do patético ter raiva das pessoas que conseguem ir atrás do que querem, ainda mais quando elas querem te levar junto.
Era para as coisas serem complicadas assim ou a gente que muda o sentido delas?
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
terça-feira, 3 de agosto de 2010
I don't wanna close my eyes... I don't wanna fall sleep...
"Tem que haver um motivo de um corpo morrer quando é vencido o prazo do espírito ficar encarnado."
(Violetas na Janela, pg 17)
Eu tinha um post imenso escrito, falando sobre as férias mais perfeitas que alguém poderia ter tido. Fui viajar, me encontrar pela primeira vez com pessoas tão importantes pra mim, e também rever pessoas que significam muito na minha vida. Fiquei em casa, curti minha familia um pouquinho, minha cidade... e quando voltei a vida ia voltar ao normal, trabalho, ônibus, correria, cinema, internet. Mas não.
Meu tio estava no bar, jogando cartas com uns amigos. Acabou o jogo ele se levantou e estava indo embora quando dois primos meus chegaram. Ele voltou. Ficaram um tempo ali, conversando, saiu uma discussão entre o meu tio e um outro sujeito. Ele pagou uma cerveja pro homem, ficou tudo certo, ele foi pra casa. Eu tinha acabado de sair da casa dele quando ele chegou. Alguns minutos depois, alguém chega no quintal e chama meu tio pelo nome. Ele sai, o sujeito do bar atira nele, no quintal da casa da minha tia, e sai correndo.
Todo mundo viu... meus tios vivem em uma fazenda, só minha familia e duas outras tias moram longe dali. Todos escutaram o tiro, meu priminho de 4 anos (neto do meu tio), viu o avô caido no chão coberto de sangue.
Tem que haver um motivo pra essas coisas acontecerem... mas isso não quer dizer que a gente entenda, ou supere. Não sei quando a minha familia vai se recompor, não sei como a minha tia vai continuar morando naquela casa e vendo o lugar onde seu marido morreu todos os dias. Não sei como meus primos vçao continuar. Não sei de nada a essa altura.
Meu tio não era santo, tinha seus erros como todas as outras pessoas no mundo, mas tinha uma familia, tinha um emprego decente, era honesto. Se pra mim é difícil aceitar, ou entender, isso tudo, eu imagino como vai ser para os filhos dele, pra minha tia...
Não existe muito o que falar para as pessoas que estão sofrendo nessas horas... mas eu agradeço, imensamente, a todos que estão do meu lado, a todos que me apoiam e que nunca me abandonam. Vai ser duro, mas eu sei que vai dar tudo certo no final.
"É natural que sofram. Seu desencarne foi rápido, não esperavam, você esrtava tão bem. Não deve se preocupar, o tempo se encarrega de suavizar todas as dores."
(Violetas na Janela, pg 22)
(Violetas na Janela, pg 17)
Eu tinha um post imenso escrito, falando sobre as férias mais perfeitas que alguém poderia ter tido. Fui viajar, me encontrar pela primeira vez com pessoas tão importantes pra mim, e também rever pessoas que significam muito na minha vida. Fiquei em casa, curti minha familia um pouquinho, minha cidade... e quando voltei a vida ia voltar ao normal, trabalho, ônibus, correria, cinema, internet. Mas não.
Meu tio estava no bar, jogando cartas com uns amigos. Acabou o jogo ele se levantou e estava indo embora quando dois primos meus chegaram. Ele voltou. Ficaram um tempo ali, conversando, saiu uma discussão entre o meu tio e um outro sujeito. Ele pagou uma cerveja pro homem, ficou tudo certo, ele foi pra casa. Eu tinha acabado de sair da casa dele quando ele chegou. Alguns minutos depois, alguém chega no quintal e chama meu tio pelo nome. Ele sai, o sujeito do bar atira nele, no quintal da casa da minha tia, e sai correndo.
Todo mundo viu... meus tios vivem em uma fazenda, só minha familia e duas outras tias moram longe dali. Todos escutaram o tiro, meu priminho de 4 anos (neto do meu tio), viu o avô caido no chão coberto de sangue.
Tem que haver um motivo pra essas coisas acontecerem... mas isso não quer dizer que a gente entenda, ou supere. Não sei quando a minha familia vai se recompor, não sei como a minha tia vai continuar morando naquela casa e vendo o lugar onde seu marido morreu todos os dias. Não sei como meus primos vçao continuar. Não sei de nada a essa altura.
Meu tio não era santo, tinha seus erros como todas as outras pessoas no mundo, mas tinha uma familia, tinha um emprego decente, era honesto. Se pra mim é difícil aceitar, ou entender, isso tudo, eu imagino como vai ser para os filhos dele, pra minha tia...
Não existe muito o que falar para as pessoas que estão sofrendo nessas horas... mas eu agradeço, imensamente, a todos que estão do meu lado, a todos que me apoiam e que nunca me abandonam. Vai ser duro, mas eu sei que vai dar tudo certo no final.
"É natural que sofram. Seu desencarne foi rápido, não esperavam, você esrtava tão bem. Não deve se preocupar, o tempo se encarrega de suavizar todas as dores."
(Violetas na Janela, pg 22)
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Into the dark...
Eu quero ele perto, mas ao mesmo tempo não quero.
Eu o odeio, mas ainda amo.
Eu quero gritar, mas sei que não posso.
Quero correr e ainda não consigo.
Quero desaparecer, mas não ir embora.
Mas Deus ainda é bom e vai me dar um descanço semana que vem.
O que vier depois... veio.
Eu o odeio, mas ainda amo.
Eu quero gritar, mas sei que não posso.
Quero correr e ainda não consigo.
Quero desaparecer, mas não ir embora.
Mas Deus ainda é bom e vai me dar um descanço semana que vem.
O que vier depois... veio.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
You treat me badly, I love you madly...
É impressionante como algumas pessoas terão pra sempre um certo efeito sobre você. Não é uma coisa da qual a gente se orgulhe ou ache bonito, mas acontece. Ás vezes esses efeitos não são ruins... ás vezes as pessoas conseguem causar impressões e te moldar a ser alguém melhor, se não melhor pelo menos mais sensível a certos assuntos ou coisas do tipo. Mas ás vezes esse efeito não é tão bom, ás vezes você não pode fazer nada em relação àquele sentimento horrível que toma conta de você por causa de certas pessoas.
Lembra daquele meu último post? Não superei tudo da maneira como eu achava. Na verdade, acho que ainda estou bem longe disso.
Lembra daquele meu último post? Não superei tudo da maneira como eu achava. Na verdade, acho que ainda estou bem longe disso.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
I've been thinking that you don't know me anymore.
Meu mundo acontece às 04:00hrs da manhã.
Pra quem me conhece sabe que meu dia começa às 04 da manhã, que é quando eu levanto pra poder chegar a tempo no trabalho, e é esse o momento que eu tenho pra ver as pessoas na minha cidade, todas aquelas que pegam o ônibus para Santo Amaro às 04:20. Mas hoje foi diferente, primeiro por que eu me atrasei. Me atrasar não é uma coisa que aconteça com frequencia (uma vez que eu abro o salão onde eu trabalho, não é ideal que eu chegue atrasa, nem mesmo por alguns minutos). Mas hoje eu não só me atrasei como encontrei com uma pessoa do meu passado que a muito não via por aqui.
Eu tinha uma amiga no colégio, não era minha melhor amiga, mas éramos muito próximas. Então eu achava. Por que sim, na primeira ocasião, ela me passou a perna e deixou outra amiga minha, essa sim era das melhores (ou então eu achava), com tanta raiva da minha pessoa (que eu admito não tinha feito porra nenhuma pra merecer isso) que ela parou de falar comigo. Assim, do nada. E eu encontro hoje, às 04:30 da manhã, no ponto de ônibus, no frio desgraçado que faz de madrugada, esse individuo que fez uma das minhas melhores amigas se virar contra mim.
Um tempo atrás nós reparamos essa situação. Essa menina (que tem pelo menos uns 3 anos que parei de chamar de amiga) engravidou quando nós ainda estávamos no último ano do colégio e eu achei que essa era a hora, não de fazer as pazes, mas de acertar as contas, acabar com a mágoa que era tão grande dentro de mim. Não nos tornamos amigas de novo... nunca fomos amigas de verdade mesmo. Mas agora eu conseguia passar por ela na rua e não ficar pensando em maneiras de jogá-la na frente de um carro em movimento. Sim, eu tive pensamentos assim. Não sou uma pessoa legal?
Mas deixe eu explicar. Essa pessoa não metirou só uma amiga (sorte que eu tinha duas amigas muito importantes na minha vida e ela só conseguiu fazer a cabeça de uma delas, a outra está comigo até hoje), me tirou toda uma esfera de colegas e familias que eu adorava. E isso tudo em uma das piores fazes da minha vida, quando tudo estava indo por água a baixo. Tinha acabado de perder pessoas queridas, acabado de mudar de colégio, a vida em casa estava complicada... tudo acontecendo ao mesmo tempo.
E hoje, quando eu cheguei no ponto de ônibus e ela estava lá, com a irmã gravida, indo ao médico, ela veio falar comigo. Não que isso seja errado. A maneira como ela veio falar comigo é que foi estranha. Como se fossemos amigas. Como se todo esse tempo que se passou tivesse apagado tudo aquilo e nós pudessemos continuar de onde tinhamos parado, como se tivesse algo para se continuar ali.
O melhor de tudo isso é que eu percebi que ela estava certa. Já faz muito tempo que isso aconteceu e não existe mais rancor da minha parte. Não mesmo. Ainda tenho vontade ás vezes de ligar pra minha outra amiga (a que eu achei que era minha amiga mesmo) só pra dar um oi, perguntar da mãe dela, ver se está tudo bem? Dá. Muita vontade, na verdade, principalmente no dia do aniversário dela (que é o mesmo dia do aniversário do meu primo, então eu nunca esqueço). Mas isso ainda me encomoda? Não mais.
Falando com ela hoje de manhã, mesmo com sono, eu percebi que ela não mudou nada. Os trejeitos com as mãos, a maneira de falar, o sorrisinho no final da piadinah que ela nunca entende, é tudo igual. Ela é exatamente a mesma pessoa que ela era a quase cinco anos atrás. E eu posso dizer com todas as letras que eu não sou a mesma pessoa. Eu mudei muito, eu gosto de pensar que eu evolui muito também. Meus jeitos, meu falar, todos eles estão diferentes. Minha mente está completamente diferente da mente daquela menina que não sabia o que fazer com suas próprias amizades.
Até a conversa dela ainda era a mesma. Sabe aquelas pessoas que você sabe que amadureceu mas quando encontra alguém do passado se torna um bruto pé no saco por que parece que volta áquela fase do colégio? Então, ela é isso.
"Anda vendo o pessoal do colégio, Adara?"
"Não não. Não fico muito aqui na cidade. Um ou outro eu encontro ainda, mas é pouco. e vc?"
"Ai, eu ainda ando com as meninas (as 'meninas' aqui são as meninas que eram minhas amigas e viraram as costas pra mim). Lembra quando fulano ficou com ciclano?"
"Lembro... faz tempo né?"
"Nossa, eu lembro de tudo daquela época.. estava falando com..."
E assim foi durante todos os 10 minutos que nós ficamos no ponto esperando o ônibus. Ela falou de tudo aquilo que eu já sabia, e eu não conseguia jogar uma conversa nova na história, eu não consegui nem perguntar se o filho dela estava bem ou não. Ela queria falar do passado e eu, pelo menos, do presente.
Sabe quando você se sente superior? Hee, eu me senti assim. Não por eu não ficar falando de quem pegou quem no colégio. Eu adoro papinhos assim pra falar a verdade, a gente semrpe lembra de umas coisas zuadas demais nessas conversas. Mas eu percebi que o mundo dela ainda é esse, e o meu, graças ao bom senhor das séries de tv e do cinema, não é. E não é a muito tempo! Eu percebi que eu mudei, pra melhor espero, e que as pessoas ao meu redor, aquelas que importam, mudaram também. Mudamos todos e estamos conseguindo mudar e estarmos juntos ao mesmo tempo e isso, pra mim, é o mais importante.
Essa cidada... por mais que eu a ame, não é pra mim mais. Se eu não tinha certeza disso antes eu tenho agora. O que eu tive aqui foi muito bom, uma infância e adolescência maravilhosas. Mas está na hora de realmente cortar o cordão umbilical e ir caçar meu rumo nesse mundão de Deus.
Pra quem me conhece sabe que meu dia começa às 04 da manhã, que é quando eu levanto pra poder chegar a tempo no trabalho, e é esse o momento que eu tenho pra ver as pessoas na minha cidade, todas aquelas que pegam o ônibus para Santo Amaro às 04:20. Mas hoje foi diferente, primeiro por que eu me atrasei. Me atrasar não é uma coisa que aconteça com frequencia (uma vez que eu abro o salão onde eu trabalho, não é ideal que eu chegue atrasa, nem mesmo por alguns minutos). Mas hoje eu não só me atrasei como encontrei com uma pessoa do meu passado que a muito não via por aqui.
Eu tinha uma amiga no colégio, não era minha melhor amiga, mas éramos muito próximas. Então eu achava. Por que sim, na primeira ocasião, ela me passou a perna e deixou outra amiga minha, essa sim era das melhores (ou então eu achava), com tanta raiva da minha pessoa (que eu admito não tinha feito porra nenhuma pra merecer isso) que ela parou de falar comigo. Assim, do nada. E eu encontro hoje, às 04:30 da manhã, no ponto de ônibus, no frio desgraçado que faz de madrugada, esse individuo que fez uma das minhas melhores amigas se virar contra mim.
Um tempo atrás nós reparamos essa situação. Essa menina (que tem pelo menos uns 3 anos que parei de chamar de amiga) engravidou quando nós ainda estávamos no último ano do colégio e eu achei que essa era a hora, não de fazer as pazes, mas de acertar as contas, acabar com a mágoa que era tão grande dentro de mim. Não nos tornamos amigas de novo... nunca fomos amigas de verdade mesmo. Mas agora eu conseguia passar por ela na rua e não ficar pensando em maneiras de jogá-la na frente de um carro em movimento. Sim, eu tive pensamentos assim. Não sou uma pessoa legal?
Mas deixe eu explicar. Essa pessoa não metirou só uma amiga (sorte que eu tinha duas amigas muito importantes na minha vida e ela só conseguiu fazer a cabeça de uma delas, a outra está comigo até hoje), me tirou toda uma esfera de colegas e familias que eu adorava. E isso tudo em uma das piores fazes da minha vida, quando tudo estava indo por água a baixo. Tinha acabado de perder pessoas queridas, acabado de mudar de colégio, a vida em casa estava complicada... tudo acontecendo ao mesmo tempo.
E hoje, quando eu cheguei no ponto de ônibus e ela estava lá, com a irmã gravida, indo ao médico, ela veio falar comigo. Não que isso seja errado. A maneira como ela veio falar comigo é que foi estranha. Como se fossemos amigas. Como se todo esse tempo que se passou tivesse apagado tudo aquilo e nós pudessemos continuar de onde tinhamos parado, como se tivesse algo para se continuar ali.
O melhor de tudo isso é que eu percebi que ela estava certa. Já faz muito tempo que isso aconteceu e não existe mais rancor da minha parte. Não mesmo. Ainda tenho vontade ás vezes de ligar pra minha outra amiga (a que eu achei que era minha amiga mesmo) só pra dar um oi, perguntar da mãe dela, ver se está tudo bem? Dá. Muita vontade, na verdade, principalmente no dia do aniversário dela (que é o mesmo dia do aniversário do meu primo, então eu nunca esqueço). Mas isso ainda me encomoda? Não mais.
Falando com ela hoje de manhã, mesmo com sono, eu percebi que ela não mudou nada. Os trejeitos com as mãos, a maneira de falar, o sorrisinho no final da piadinah que ela nunca entende, é tudo igual. Ela é exatamente a mesma pessoa que ela era a quase cinco anos atrás. E eu posso dizer com todas as letras que eu não sou a mesma pessoa. Eu mudei muito, eu gosto de pensar que eu evolui muito também. Meus jeitos, meu falar, todos eles estão diferentes. Minha mente está completamente diferente da mente daquela menina que não sabia o que fazer com suas próprias amizades.
Até a conversa dela ainda era a mesma. Sabe aquelas pessoas que você sabe que amadureceu mas quando encontra alguém do passado se torna um bruto pé no saco por que parece que volta áquela fase do colégio? Então, ela é isso.
"Anda vendo o pessoal do colégio, Adara?"
"Não não. Não fico muito aqui na cidade. Um ou outro eu encontro ainda, mas é pouco. e vc?"
"Ai, eu ainda ando com as meninas (as 'meninas' aqui são as meninas que eram minhas amigas e viraram as costas pra mim). Lembra quando fulano ficou com ciclano?"
"Lembro... faz tempo né?"
"Nossa, eu lembro de tudo daquela época.. estava falando com..."
E assim foi durante todos os 10 minutos que nós ficamos no ponto esperando o ônibus. Ela falou de tudo aquilo que eu já sabia, e eu não conseguia jogar uma conversa nova na história, eu não consegui nem perguntar se o filho dela estava bem ou não. Ela queria falar do passado e eu, pelo menos, do presente.
Sabe quando você se sente superior? Hee, eu me senti assim. Não por eu não ficar falando de quem pegou quem no colégio. Eu adoro papinhos assim pra falar a verdade, a gente semrpe lembra de umas coisas zuadas demais nessas conversas. Mas eu percebi que o mundo dela ainda é esse, e o meu, graças ao bom senhor das séries de tv e do cinema, não é. E não é a muito tempo! Eu percebi que eu mudei, pra melhor espero, e que as pessoas ao meu redor, aquelas que importam, mudaram também. Mudamos todos e estamos conseguindo mudar e estarmos juntos ao mesmo tempo e isso, pra mim, é o mais importante.
Essa cidada... por mais que eu a ame, não é pra mim mais. Se eu não tinha certeza disso antes eu tenho agora. O que eu tive aqui foi muito bom, uma infância e adolescência maravilhosas. Mas está na hora de realmente cortar o cordão umbilical e ir caçar meu rumo nesse mundão de Deus.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Somewhere over the rainbow...
Minha vida, nos últimos dois meses, desabou. É como se tudo em que você acreditasse, tudo aquilo que te pregaram por mais de vinte anos desmoronasse. Cai tudo por terra, teorias de vida, de pessoas. E como você fica depois disso? Como você supera se ao mesmo tempo você se sente extremamente impotente para deixar as pessoas mais importantes na sua vida sabendo de tudo?
Esse é o meu dilema agora... quanto tempo de sofrimento é o bastante até você não aguentar mais e ceder? Quando esse ceder significa acabar com a fantasia de vida de mais pessoas? Até quando é certo guardar tudo dentro de si para não machucar as outras pessoas?
Eu não sei a resposta para nenhuma dessas perguntas, e isso só dificulta minha existência nesse momento.
Estou me sentindo em uma encruzilhada. Já sabia que esse seria um ano de decisões, fossem elas para o meu bem ou para o bem maior. Até dois meses atrás todas as decisões já tomadas estavam me deixando extremamente feliz... um prospecto de negócio com uma das pessoas mais maravilhosas que eu conheço... uma viagem quase que não planejada mas que faria o sacrifício do começo do ano valer a pena por que eu estaria indo na direção de amigos muito queridos... recentemente mais um projeto para levantarmos mais grana para o que agora faz parte do meu sonho também... estava tudo indo bem. Bem demais.
Aí chegam as descobertas desagradáveis. Os confrontos mais ridículos da minha vida, por que como que mesmo com provas alguém tem a cara de pau de olhar na sua cara e negar tudo o que você está dizendo?! Pois é... essas pessoas existem... e elas realmente são cara de pau e filhas da puta a esse ponto. De mexer com a sua cabeça, e agir como se nada tivesse acontecido.
A pior parte? Eu não sei odiar... digo que isso é a pior parte por que eu sinto falta. Talvez se eu odiasse eu não sentiria tanta falta das conversas e das risadas compartilhadas... e isso me faz mal. Muito mal.
E agora... agora eu preciso de rumo. Eu preciso seguir minha vida por que eu sinto que se eu continuar da maneira como está eu não sei até onde eu consigo levar.
Estou pensando em deixar meu emprego. É quase uma certeza já a essa altura da conversa, mas ainda estou com um pouco de medo disso. As coisas estão um tanto quanto complicadas mas eu acho que isso vai me libertar um pouco mais...
Também quero me mudar. Amo minha cidade, o colo da minha mãe, mas não dá mais. Meu tempo de ficar em casa já passou e eu preciso cuidar da minha vida sozinha... pelo menos por um tempo. Não sei como ainda, tenho que arranjar outro emprego antes de qualquer coisa, mas eu sinto que isso vai ser bom e que eu vou conseguir. Se eu tivesse alguém com quem dividir despesas e coisas do tipo seria mais prático, mas como essa possibilidade ainda é nula, eu vou tentar me achar sozinha mesmo por um tempo.
Quero voltar a estudar. Um ano parada é muito. Eu não sei o que fazer comigo mesma quando chego em casa e não tem nada passando na televisão ou não quero ver nenhum dos meus dvd's. Já descansei tudo que eu tinha pra descansar e agora eu quero voltar a mina meta inicial. Faculdade de cinema, here I come!!
Quero - não, não quero - vou dar continuidade aos planos já ensaiados do nosso futuro negócio. Mas pegar a coisa pra valer, começar a pensar em datas e números e tudo que for necessário pra começar e fazer a empreitada andar.
Quero ser feliz de novo. Quero parar de me sentir assim... como se eu estivesse presa num buraco e uma das pessoas que eu mais amo estivesse me deixando lá embaixo. Eu sinto que estou ficando louca, e esse louca não é bom. Não é aquele louca por séries, filmes e música. É aquele louca de ficar pensando em quanta merda a pessoa está fazendo a todo momento, em quantas pessoas ela está machucando com isso, em quantos milhões de pedacinhos vai ficar uma familia por causa dela.
Eu não sou forte. Queria ser, mas não sou. Sou fraca, sou filhinha de papai, não sei segurar uma barra dessas sem fazer merda ou pensar besteira. E é por isso que isso tem que acabar, o mais rápido possível. Por que eu tenho planos e sonhos e quero continuar tendo! Não quero que tudo isso acabe. Não quero pagar o preço do que outras pessoas estão fazendo.
Essa é a hora. Será que eu to pronta?
Esse é o meu dilema agora... quanto tempo de sofrimento é o bastante até você não aguentar mais e ceder? Quando esse ceder significa acabar com a fantasia de vida de mais pessoas? Até quando é certo guardar tudo dentro de si para não machucar as outras pessoas?
Eu não sei a resposta para nenhuma dessas perguntas, e isso só dificulta minha existência nesse momento.
Estou me sentindo em uma encruzilhada. Já sabia que esse seria um ano de decisões, fossem elas para o meu bem ou para o bem maior. Até dois meses atrás todas as decisões já tomadas estavam me deixando extremamente feliz... um prospecto de negócio com uma das pessoas mais maravilhosas que eu conheço... uma viagem quase que não planejada mas que faria o sacrifício do começo do ano valer a pena por que eu estaria indo na direção de amigos muito queridos... recentemente mais um projeto para levantarmos mais grana para o que agora faz parte do meu sonho também... estava tudo indo bem. Bem demais.
Aí chegam as descobertas desagradáveis. Os confrontos mais ridículos da minha vida, por que como que mesmo com provas alguém tem a cara de pau de olhar na sua cara e negar tudo o que você está dizendo?! Pois é... essas pessoas existem... e elas realmente são cara de pau e filhas da puta a esse ponto. De mexer com a sua cabeça, e agir como se nada tivesse acontecido.
A pior parte? Eu não sei odiar... digo que isso é a pior parte por que eu sinto falta. Talvez se eu odiasse eu não sentiria tanta falta das conversas e das risadas compartilhadas... e isso me faz mal. Muito mal.
E agora... agora eu preciso de rumo. Eu preciso seguir minha vida por que eu sinto que se eu continuar da maneira como está eu não sei até onde eu consigo levar.
Estou pensando em deixar meu emprego. É quase uma certeza já a essa altura da conversa, mas ainda estou com um pouco de medo disso. As coisas estão um tanto quanto complicadas mas eu acho que isso vai me libertar um pouco mais...
Também quero me mudar. Amo minha cidade, o colo da minha mãe, mas não dá mais. Meu tempo de ficar em casa já passou e eu preciso cuidar da minha vida sozinha... pelo menos por um tempo. Não sei como ainda, tenho que arranjar outro emprego antes de qualquer coisa, mas eu sinto que isso vai ser bom e que eu vou conseguir. Se eu tivesse alguém com quem dividir despesas e coisas do tipo seria mais prático, mas como essa possibilidade ainda é nula, eu vou tentar me achar sozinha mesmo por um tempo.
Quero voltar a estudar. Um ano parada é muito. Eu não sei o que fazer comigo mesma quando chego em casa e não tem nada passando na televisão ou não quero ver nenhum dos meus dvd's. Já descansei tudo que eu tinha pra descansar e agora eu quero voltar a mina meta inicial. Faculdade de cinema, here I come!!
Quero - não, não quero - vou dar continuidade aos planos já ensaiados do nosso futuro negócio. Mas pegar a coisa pra valer, começar a pensar em datas e números e tudo que for necessário pra começar e fazer a empreitada andar.
Quero ser feliz de novo. Quero parar de me sentir assim... como se eu estivesse presa num buraco e uma das pessoas que eu mais amo estivesse me deixando lá embaixo. Eu sinto que estou ficando louca, e esse louca não é bom. Não é aquele louca por séries, filmes e música. É aquele louca de ficar pensando em quanta merda a pessoa está fazendo a todo momento, em quantas pessoas ela está machucando com isso, em quantos milhões de pedacinhos vai ficar uma familia por causa dela.
Eu não sou forte. Queria ser, mas não sou. Sou fraca, sou filhinha de papai, não sei segurar uma barra dessas sem fazer merda ou pensar besteira. E é por isso que isso tem que acabar, o mais rápido possível. Por que eu tenho planos e sonhos e quero continuar tendo! Não quero que tudo isso acabe. Não quero pagar o preço do que outras pessoas estão fazendo.
Essa é a hora. Será que eu to pronta?
quarta-feira, 14 de abril de 2010
You say goodbye, and I say hello...
Bom... eu nunca fui uma pessoa boa com planos. Planos de viagens, planos de estudos, planos de qualquer coisa. Nunca consegui segui-los, pra falar a verdade. Muitas regras. Eu não me dou tão bem assim com regras como parece. Eu até sigo algumas, aquelas que a gente não pode fugir, mas as que eu posso, eu fujo.
E essa minha falta de planejamento e de seguir planos feitos talvez por outras pessoas para o meu próprio bem, já deu o que tinha que dar.
Já mandei chances belissimas para o inferno com essa maldita comodidade que acompanha minha vida desde que me entendo por gente. Se tivesse me esforçado um pouquinho mais eu teria entrado na tão sonhada Universidade de Jornalismo. 2 pontos atrás e a lista de espera não chegou até onde eu estava colocada. Azar, alguns diriam. Preguiça de pensar é que a verdade.
Mas, agora, com seus 21 anos de idade e um diploma nas costas, está na hora de deixar essas coisas pra trás e focar no agora... focar em metas que estão sendo colocadas a minha frente, focar em sonhos que nem eu mesma sabia que tinha.
Alguns sonhos ainda são antigos e eu ainda estou tentando realizá-los... aos poucos, com calma, sem desespero; outros estão surgindo quase que por osmose, por que aquela ideia parece muito boa pra se deixar passar e se der certo, pode ser uma das coisas mais incriveis ever.
Esse ano vai ser diferente... tem que ser diferente desses outros que passaram e não agregaram muita coisa. Claro, a gente sempre aprende algo ou conhece pessoas que fazem valer a pena, mas realizações... coisas com as quais você pode olhar pra trás e dizer "Wow, eu fiz isso; eu ajudei a fazer isso; eu estava ali quando fizeram isso;" isso não é tão fácil de conseguir.
E quanto mais você deixa passar... quanto mais você deixa de lado e pensa na próxima oportunidade, mais fácil fica fingir que essa não era pra você; se você nunca tenta você não falha. E, as vezes, o medo de falhar é tanto que você vai se podando aos poucos e fingindo que é pro seu próprio bem.
Então fiquei feliz em constatar hoje, num insight lindo no meio do expediente de trabalho, que, pelo menos a minha hora de me podar, passou. O meu medo de falhar, de não ser boa o bastante para aquilo que eu mais quero fazer na vida, não sumiu. Mas a minha vontade de ir pra frente, de tomar essa nova empreitada (e fazer dar certo!) com uma das pessoas com quem eu mais posso contar nos últimos tempos, não dá pra deixar pra trás. Não dá pra deixar passar.
Como o medo não sumiu, e eu tenho quase certeza que não vai sumir nunca, a gente respira fundo, reza uns dois Rosários pra dar proteção, e mete as caras.
"And if we go down in two years? It'll be the best two years of our lives."
E essa minha falta de planejamento e de seguir planos feitos talvez por outras pessoas para o meu próprio bem, já deu o que tinha que dar.
Já mandei chances belissimas para o inferno com essa maldita comodidade que acompanha minha vida desde que me entendo por gente. Se tivesse me esforçado um pouquinho mais eu teria entrado na tão sonhada Universidade de Jornalismo. 2 pontos atrás e a lista de espera não chegou até onde eu estava colocada. Azar, alguns diriam. Preguiça de pensar é que a verdade.
Mas, agora, com seus 21 anos de idade e um diploma nas costas, está na hora de deixar essas coisas pra trás e focar no agora... focar em metas que estão sendo colocadas a minha frente, focar em sonhos que nem eu mesma sabia que tinha.
Alguns sonhos ainda são antigos e eu ainda estou tentando realizá-los... aos poucos, com calma, sem desespero; outros estão surgindo quase que por osmose, por que aquela ideia parece muito boa pra se deixar passar e se der certo, pode ser uma das coisas mais incriveis ever.
Esse ano vai ser diferente... tem que ser diferente desses outros que passaram e não agregaram muita coisa. Claro, a gente sempre aprende algo ou conhece pessoas que fazem valer a pena, mas realizações... coisas com as quais você pode olhar pra trás e dizer "Wow, eu fiz isso; eu ajudei a fazer isso; eu estava ali quando fizeram isso;" isso não é tão fácil de conseguir.
E quanto mais você deixa passar... quanto mais você deixa de lado e pensa na próxima oportunidade, mais fácil fica fingir que essa não era pra você; se você nunca tenta você não falha. E, as vezes, o medo de falhar é tanto que você vai se podando aos poucos e fingindo que é pro seu próprio bem.
Então fiquei feliz em constatar hoje, num insight lindo no meio do expediente de trabalho, que, pelo menos a minha hora de me podar, passou. O meu medo de falhar, de não ser boa o bastante para aquilo que eu mais quero fazer na vida, não sumiu. Mas a minha vontade de ir pra frente, de tomar essa nova empreitada (e fazer dar certo!) com uma das pessoas com quem eu mais posso contar nos últimos tempos, não dá pra deixar pra trás. Não dá pra deixar passar.
Como o medo não sumiu, e eu tenho quase certeza que não vai sumir nunca, a gente respira fundo, reza uns dois Rosários pra dar proteção, e mete as caras.
"And if we go down in two years? It'll be the best two years of our lives."
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